Fonte: Portal Solar 30.08.2022

A elevação da taxa básica de juros (Selic) tem freado o maior avanço do mercado de energia solar no Brasil em 2022, avalia o CEO da Aldo Solar, Juliano Ohta. Porém, o executivo acredita que o investimento em um sistema de geração fotovoltaica segue vantajoso e comunicar essa realidade ao consumidor final é um dos principais desafios do setor.
Adquirida pela Brookfield no ano passado, a empresa anunciou recentemente Ohta como novo CEO, substituindo o fundador Aldo Teixeira. O executivo concedeu entrevista exclusiva ao Portal Solar durante a Intersolar South America.
“Com a aprovação do Marco Legal da Geração Distribuída, houve uma euforia muito grande no setor. Acreditava-se que seria um ano melhor que 2021, o que não aconteceu no primeiro semestre. Acho que a taxa de juros foi um grande freio, porque boa parte dos projetos são financiados”, disse Ohta.
Em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi o décimo segundo incremento seguido da taxa, desde março de 2021, quando o patamar era de 2% ao ano, o menor da série história.
O CEO da Aldo assinala que essas sucessivas elevações impactam o cenário do financiamento de sistemas fotovoltaicos. Mas, apesar disso, o retorno do investimento continua rápido e o cliente final precisa de ajuda para entender essa conta.
“Acho que o setor não está comunicando isso o suficiente. Acredito que, no segundo semestre, temos chance de promover melhor o segmento se conseguirmos esclarecer essa realidade ao consumidor.”
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