Fonte: O Povo 30.07.2026
A Prefeitura de Morrinhos (GO) firmou um contrato de R$ 2,03 milhões para abastecer prédios públicos por meio de créditos de energia solar gerados fora do município. O acordo prevê o fornecimento de energia para unidades ligadas às secretarias de Administração, Educação, Saúde e Desenvolvimento Social durante 12 meses, a partir de 23 de julho de 2026.
A iniciativa utiliza o sistema de geração distribuída compartilhada, modalidade que permite compensar o consumo de energia elétrica com créditos produzidos por uma usina fotovoltaica conectada à mesma área de concessão da distribuidora.
Dessa forma, o município não precisa instalar painéis solares nos imóveis públicos para utilizar energia de fonte renovável.
Contrato atende quatro áreas da administração municipal
A empresa Vigo Hsolar Negócios e Intermediações foi a vencedora da licitação e será responsável pelo fornecimento dos créditos de energia.
Do valor contratado, R$ 941,6 mil serão destinados à Secretaria de Administração. A Educação receberá R$ 592,8 mil em créditos, enquanto a Saúde contará com R$ 374,2 mil. Outros R$ 124,7 mil serão direcionados à Secretaria de Desenvolvimento Social.
Segundo a administração municipal, a medida busca reduzir os gastos com eletricidade em escolas, unidades de saúde e demais prédios públicos atendidos pelo contrato.
Morrinhos tem 51.351 habitantes, de acordo com o Censo de 2022 do IBGE. A estimativa para 2025 é de 54.326 moradores.
Localizado no sul de Goiás, o município tem a economia voltada principalmente para o agronegócio, com produção agrícola e pecuária.
Como funciona o sistema de créditos de energia solar
Na geração distribuída compartilhada, a eletricidade produzida por uma usina de micro ou minigeração é transformada em créditos que podem ser utilizados para compensar o consumo de outras unidades consumidoras vinculadas ao mesmo titular ou participantes da modalidade, desde que estejam na área de atuação da mesma distribuidora.
O modelo foi regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2015 e ampliou o acesso à energia solar para consumidores que não podem instalar sistemas próprios, como órgãos públicos, empresas, cooperativas e consórcios.
A modalidade integra a expansão da geração distribuída no país e passou a contar com regras específicas após a aprovação do Marco Legal da Geração Distribuída, estabelecido pela Lei nº 14.300, de 2022. Além de ampliar o uso de fontes renováveis, o sistema é utilizado como alternativa para reduzir despesas com energia elétrica em diferentes setores.
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